Como a inteligência emocional revoluciona a educação e prepara estudantes para os desafios da vida
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Por Juliana Denise
A educação não é mais apenas sobre conteúdos formais. Com Daniel Goleman e a BNCC, descobrimos que reconhecer e gerenciar emoções é fundamental para um aprendizado verdadeiramente eficiente. Entenda como a educação emocional está transformando escolas e preparando estudantes para uma sociedade mais justa e inclusiva.
Vivenciamos atualmente a ressignificação de muitos conceitos, dentre eles o de aprendizagem, que durante muito tempo esteve relacionado apenas à aquisição de conteúdos formais. Com a expansão da Psicologia em interface com a educação, se desenvolveu um olhar para as múltiplas inteligências, os processos de estimulação cognitiva e para a infinidade de processos internos e externos que envolvem a aprendizagem.

A Revolução de Daniel Goleman
Partindo desse pressuposto, os conceitos relacionados à inteligência emocional ganharam visibilidade mundialmente a partir da teoria de Daniel Goleman na década de 90. Amplamente difundida, essa teoria passou a ser incorporada a diversas áreas de saber, contribuindo para a construção de políticas públicas voltadas para a educação e o desenvolvimento social.
No Brasil, a teoria da inteligência emocional foi o principal referencial teórico-metodológico para a criação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que é considerada o documento de caráter normativo, responsável por definir o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os estudantes devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da educação básica.
Formação Humana Integral
Precisamos refletir que a educação emocional desempenha um papel social fundamental, defendendo uma formação humana integral, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva. Quando existe um ambiente propício para o desenvolvimento da inteligência emocional, o indivíduo torna-se capaz de reconhecer, compreender e gerenciar as próprias emoções, além de reconhecer e influenciar as emoções de outras pessoas.
Essas habilidades são fundamentais na vida pessoal, escolar e profissional, pois permitem que as pessoas se tornem capazes de administrar de maneira mais eficaz situações adversas, transformando-as em experiências construtivas e que proporcionarão o amadurecimento emocional que será o diferencial na qualidade de suas relações interpessoais.
Aprendizado Eficiente: Muito Além do Conhecimento
O aprendizado eficiente vai muito além de um processo de aquisição de conhecimentos, ele consiste no desenvolvimento de estratégias assertivas que proporcionem o ganho de habilidades e possam ser aplicadas de forma significativa na vida real, de forma eficiente e duradoura.
Dessa forma, entende-se que a educação emocional e a aprendizagem estão intimamente interligadas, pois ao reconhecer e gerenciar as próprias emoções, o indivíduo consegue melhorar seu desempenho, fortalecer sua memória, tomar decisões mais assertivas, sendo esses processos atrelados ao desenvolvimento de habilidades socioemocionais que são importantes para o sucesso na escola e na vida.
O Desafio das Políticas Públicas
O grande desafio para as políticas públicas de educação é fazer com que as escolas invistam nas competências cognitivas/acadêmicas e nas competências socioemocionais, que beneficiam o estudante em vários âmbitos, desde o seu desempenho escolar, até a responsabilidade de contribuir para a manutenção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Ao desenvolver e praticar essas competências, os estudantes estão em busca de sua autonomia e protagonismo. É a escola preparando a juventude e promovendo aprendizagens que auxiliarão nos diversos desafios da contemporaneidade, além de estarem associadas a melhores indicadores de bem-estar, empregabilidade, relações interpessoais saudáveis, qualidade de vida e adaptação ao cotidiano e a novas situações.
📌 Principais Pontos do Artigo:
- Aprendizagem evoluiu de simples aquisição de conteúdos para desenvolvimento de múltiplas inteligências • Daniel Goleman revolucionou educação com teoria da inteligência emocional na década de 90
• BNCC brasileira baseou-se na inteligência emocional como referencial teórico-metodológico • Educação emocional desenvolve capacidade de reconhecer, compreender e gerenciar emoções próprias e alheias • Competências socioemocionais são essenciais para autonomia, protagonismo e sucesso na vida
❓ Perguntas Frequentes (FAQ)
- O que é inteligência emocional segundo Daniel Goleman? É a capacidade de reconhecer, compreender e gerenciar as próprias emoções, além de reconhecer e influenciar as emoções de outras pessoas. Inclui habilidades como autoconhecimento, autorregulação, motivação, empatia e habilidades sociais.
- Como a BNCC incorpora a educação emocional? A Base Nacional Comum Curricular utilizou a teoria da inteligência emocional como principal referencial teórico-metodológico, definindo competências socioemocionais como aprendizagens essenciais que todos os estudantes devem desenvolver.
- Qual a diferença entre aprendizado tradicional e aprendizado eficiente? O aprendizado tradicional foca na aquisição de conteúdos formais, enquanto o eficiente desenvolve estratégias assertivas para ganho de habilidades aplicáveis na vida real de forma significativa, eficiente e duradoura.
- Como a educação emocional melhora o desempenho escolar? Ao gerenciar emoções, o estudante melhora desempenho, fortalece memória, toma decisões mais assertivas e desenvolve habilidades socioemocionais fundamentais para o sucesso acadêmico e pessoal.
- Quais os benefícios das competências socioemocionais para a sociedade? Contribuem para formação de cidadãos mais preparados para os desafios contemporâneos, promovendo sociedade mais justa, democrática e inclusiva, com melhores indicadores de bem-estar e qualidade de vida.
🔗 Fontes e Referências:
- Daniel Goleman – Teoria da Inteligência Emocional (década de 90)
- Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – Documento normativo brasileiro
- Psicologia Educacional – Interface entre psicologia e educação
- Estudos sobre competências socioemocionais na educação contemporânea

