⚔️ Alexandre Dumas e os Verdadeiros Três Mosqueteiros
📚 Nova edição brasileira de “O Visconde de Bragelonne” revela o desfecho da saga baseada em personagens históricos reais que serviram Luís XIV
⏱️ Tempo de leitura: 5 minutos | 📖 Literatura
📝 Em resumo: A editora Zahar lança em 2024 a primeira tradução brasileira de “O Visconde de Bragelonne”, completando a saga dos Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas. A obra revela que D’Artagnan, Athos, Porthos e Aramis foram inspirados em soldados reais que serviram na guarda de Luís XIV, transformando história francesa em literatura clássica mundial.
Pela primeira traduzida para o Brasil, a edição de 2024 de “O Visconde de Bragelonne” da editora Zahar vem trazer o desfecho das aventuras de “Os Três Mosqueteiros”, obra clássica francesa de Alexandre Dumas, originalmente publicada em 10 volumes, e que agora se encontra acessível para os leitores brasileiros. E podemos novamente discutir sobre a complexidade deste romance histórico que marcou gerações.

Apesar de “O Conde de Monte Cristo” ser a estrela da carreira de Alexandre Dumas, “Os Três Mosqueteiros” é o épico histórico de aventura, e ambos foram publicados na mesma época (1844 a 1845) no formato de folhetim. A inspiração para a narrativa veio de um pequeno empréstimo das memórias do capitão dos mosqueteiros Charles de Batz-Castelmore, escrito por Gatien de Courtilz de Sandras, reconhecido em seu tempo por suas proezas e talento na esgrima, servindo o rei Luís XIV. Surgia a figura de D’Artagnan. E seus outros três grandes amigos, Athos, Porthos e Aramis também foram inspirados em personagens reais:

Armand de Sillègue d’Athos d’Autevielle (ATHOS) não foi o mosqueteiro mais velho dos quatro, sem muitas conquistas ou grande destaque no regimento da guarda real dos mosqueteiros, tendo falecido aos 28 anos em um duelo. Na literatura, Athos ganhou destaque, como o líder dos demais, guiando-os de forma estratégica em suas missões e combates, de forma centrada e inteligente, além de ser um esgrimista exímio.
Isaac de Portau (PORTHOS) foi inspirado em um soldado, prestando seu serviço na guarda junto do verdadeiro D’Artagnan. Sua figura foi relevante por conta do nome de sua família nobre. Se Porthos era bom na arte da esgrima, não se tem informações. Já nos livros, Porthos é aquele cara que sabe se divertir, mas sem perder sua capacidade de derrubar o inimigo por sua força e praticidade em combate.

Henri d’Aramitz (ARAMIS) foi mosqueteiro do rei, além de abade laico de origem protestante, nascido na Gasconha, e também afilhado do Monsieur de Tréville (comandante dos mosqueteiros na época), sendo assim fácil de adquirir seu posto como soldado. Lutou junto com Porthos, mas não com D’Artagnan. Se casou e teve dois filhos e duas filhas. Dumas colocou Aramis em seu livro como um padre, extremamente eclesiástico apesar da função de soldado, e um bom esgrimista.
Charles de Batz-Castelmore (D’ARTAGNAN) – O cara mais importante do quarteto, teve seu inicio de história muito semelhante com aquela contada por Dumas. Decidido a se tornar um mosqueteiro aos 19 anos de idade, sai de sua cidade natal Castelmore (na Gasconha) rumo a Paris, largando o nome de seu pai, emprestando o nome de sua mãe, Montesquiou d’Artagnan, para ser melhor reconhecido na corte.

A troca de nomes deu certo e logo ele entrou para os mosqueteiros, e de fato foi reconhecido como um excelente esgrimista e por realizar grandes proezas, e ser um homem de confiança do rei para missões importantes. Se casou e teve duas filhas, depois se divorciou após 6 anos do matrimônio. Acabou morrendo em batalha em um conflito entre a França e Holanda, em 1673.
Igualmente, o D’Artagnan dos livros começa como um jovem decidido a vestir o uniforme dos mosqueteiros, e se torna muito conhecido por sua habilidade e proezas, acabando por ser o personagem principal da obra, se sobressaindo aos outros três, que são de fato os 3 mosqueteiros.
A aventura começa no primeiro volume, conhecido pelo nome “Os Três Mosqueteiros”, mas que originalmente deveria ser “Os Inseparáveis”. Depois, Alexandre Dumas publica “Vinte Anos Depois” (1845), reforçando a amizade dos 4 soldados, e finaliza com “O Visconde de Bragelonne” (1847), um desfecho que levaria os leitores a se despedir dignamente dos quatro amigos, que veem a lealdade derrotada pela luz solar de um jovem rei, Luís XIV, e o fim de uma era de Capa e Espada na França.

🎯 Principais Pontos
- 📚 Lançamento Histórico: Primeira tradução brasileira de “O Visconde de Bragelonne” completa a trilogia dos mosqueteiros
- 👑 Personagens Reais: D’Artagnan, Athos, Porthos e Aramis foram baseados em soldados históricos de Luís XIV
- ⚔️ D’Artagnan Histórico: Charles de Batz-Castelmore realmente existiu e morreu em batalha em 1673
- 📖 Saga Completa: Trilogia inclui “Os Três Mosqueteiros”, “Vinte Anos Depois” e “O Visconde de Bragelonne”
- 🏰 Contexto Histórico: Obra retrata o fim da era de “Capa e Espada” na França do século XVII
❓ Perguntas Frequentes
⚔️ Os Três Mosqueteiros realmente existiram? Sim, D’Artagnan, Athos, Porthos e Aramis foram baseados em soldados reais que serviram na guarda de mosqueteiros de Luís XIV, embora Dumas tenha adaptado suas histórias para a literatura.
👑 Quem foi o verdadeiro D’Artagnan? Charles de Batz-Castelmore foi um soldado gascão que se tornou mosqueteiro aos 19 anos, conhecido por suas proezas e confiança do rei. Morreu em batalha em 1673 durante conflito entre França e Holanda.
📚 Qual a ordem correta para ler a saga? A sequência é: “Os Três Mosqueteiros” (1844), “Vinte Anos Depois” (1845) e “O Visconde de Bragelonne” (1847), que agora está disponível em português pela primeira vez.
🏰 Por que a obra é considerada romance histórico? Dumas baseou-se em memórias reais e documentos históricos da França de Luís XIV, misturando fatos históricos com aventuras ficcionais de forma magistral.
📖 O que torna “O Visconde de Bragelonne” especial? É o desfecho da saga, mostrando o fim da era dos mosqueteiros e a transformação da França sob Luís XIV, com um tom mais maduro e melancólico.
📚 Fontes e Referências: Editora Zahar | Memórias de Gatien de Courtilz de Sandras | Arquivos Históricos Franceses | Obras Completas de Alexandre Dumas | Documentos da Guarda Real de Mosqueteiros
📖 Leia também: • O Conde de Monte Cristo: A Outra Obra-Prima de Alexandre Dumas • Literatura Francesa do Século XIX: Contexto Histórico e Social • Luís XIV e a França Absolutista: O Rei Sol em Perspectiva
⚔️ A descoberta de que nossos heróis literários favoritos tiveram inspiração na vida real torna a leitura ainda mais fascinante. Você já conhecia a história dos mosqueteiros reais? Compartilhe nos comentários qual personagem mais desperta sua curiosidade histórica!
✍️ Por Mariana Seminati Pacheco
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